Quando chega o carnaval e seu humor se vai

Encontrei o meu amor, na cidade de Salvador tão romântica, tão histórica, que o Bonfim abençoou. Dificilmente esse trecho se tornará realidade, mas é uma ideologia bonitinha até, arrisco-me a dizer que o máximo que muitas pessoas viverão nesse carnaval é a tal da Muriçoca. Mas não é hora de desanimar, afinal um beija-flor que testa a maioria das flores, encontra o melhor néctar. Se até a Mulher Maravilha foge com o Superman, você também pode dar uma fugidinha.

Acredito que devemos ter incessantemente novas experiências, pois um dia sem aprender nada, é um dia perdido. Diariamente vejo pessoas deprimidas com seus smartphones, tablets, iPhones, headphones, Rolling Stones, Sharon Stones, Stallones... vivendo uma vida chata, rotineira, sem emoções, mas tenho uma coisa a dizer, de uma pessoa que me inspira, desde que vi seu vídeo no YouTube: “Por que o negócio é comer…”, ops, não é esse vídeo. “A vida é uma caixinha de surpresas”, Joseph Climber. 

E em um acesso de loucura você pode achar alguém sim, mesmo que temporariamente, para curtir na praia, no barco, no farol apagado, num moinho abandonado, na grande alto astral... na Ilha do Sol, basta apenas se permitir.

O carnaval é a época perfeita para conhecer pessoas, ir a festas desconhecidas, dar um beijinhos aqui, outros ali, experimentar um pouco da tal promiscuidade, e caso você não se adeque a esse estilo de vida, o resto do ano tá aí e você pode voltar à sua rotina. Aliás acredito veementemente que, o carnaval é quase igual o metrô de São Paulo, afinal nos dois você: Paga um preço alto pra entrar; vai encoxar e será encoxado; nos dois tem alguém falando pelos alto-falantes, alguma coisa que provavelmente não entende e depois de algum tempo em pé, acaba brigando com alguém, por espaço para sentar.

Fato é que não adianta reclamar do carnaval e todos seus efeitos midiáticos, nossa sociedade já foi construída para aceitar esse padrão e toda a massa de manobra vai atrás do trio. Em vez de criticar, troque de canal e na madrugada de carnaval: Fale que alguém vai te escutar.

De resto, aproveite, vá de taxi ou de metrô, na segunda opção você já vai no caminho fazendo o esquenta (risos), ou ainda melhor, vai no cavalinho, vai , vai, vai...
 

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